A IGREJA E A POLÍTICA

Por Daniel Santos


Getúlio Camargo, Pastor e Jornalista, realizou em 2012 uma série de entrevistas com líderes evangélicos em destaque no meio evangélico. O site Gospel Mais divulgou algumas dessas posições em seu site, disponibilizamos alguns dos vídeos aqui abaixo, analise cada um deles e, juntamente com o aprendizado adquirido nesta disciplina e no livro didático, produza um comentário, a respeito da relação entre a igreja e a esfera política. 

Link da matéria: https://noticias.gospelmais.com.br/ariovaldo-ramos-silas-malafaia-envolvimento-politica-41459.html

Vídeos de opinião dos pastores:

Pastor Silas Malafaia:



Pastor Jamierson Oliveira:



Pastor Cláudio Apolinário:



Missionária Durvalina Bezerra:



Pastor Ariovaldo Ramos:



Muito enriquecedora as posições dos líderes religiosos; é importantíssima a participação da igreja no seio político. Dentre as alusões proferidas, gostaria de salientar um detalhe interessante da fala do nosso nobre irmão e pastor Jamierson Oliveira, quando fez menção ao fator "igreja no mundo, mas não mundana". Isso, de certa forma, é extremamente rico, e é com base nessa premissa que estarei desenvolvendo o meu argumento.

É notável o que as mídias sociais fizeram com a sociedade com relação ao seu  envolvimento com a política; esse avanço tecnológico foi fundamental para que o homem comum se aproximasse da vida pública. Decorrente dessa explosão, tivemos neste início de século, a oportunidade de assistir a drástica diluição do monopólio jornalístico (grande imprensa - tvs, rádios, etc.).

No entanto, como nem tudo são flores, é verdade também que na discussão política, a participação do grande público, via redes sociais, parece não estar dentro dos padrões da inteligência. Infelizmente o fanatismo, a polarização e a "intolerância ideológica" têm sido a tônica das manifestações populares.

A igreja, como qualquer outro grupo deve se comportar de forma sóbria e ordeira sem que os seus princípios sofram interferências espúrias (politicagem). Gosto muito da "política" definida pelo filósofo Aristóteles (2007, p.62), onde ele afirma que 

[...] quando o monarca, a minoria ou a maioria não buscam, uns ou outros, senão a felicidade geral, o governo é necessariamente justo. Mas, se ele visa ao interesse particular do príncipe ou dos outros chefes, há um desvio. O interesse deve ser comum a todos ou, se não o for, não são mais cidadãos. 

Aristóteles nos convida a repensar nossos valores, considerando que o bem-estar do todo, além de ser justo, me afeta positivamente. Consoante à harmonia que é dispensada nos domínios da comunidade de fé - o bem-estar da comunidade é o meu bem-estar - procederá também, a participação política da igreja no âmbito social. Temos o direito e o dever de escolher os nossos representantes terrenos, e é nessas boas escolhas que representamos na terra O nosso Representante no céu, O Senhor Jesus Cristo, O Filho de Deus.

Diante de tais condições, é possível que a igreja, não apenas, desenvolva a sua cidadania terrena, mas arrebanhe muitos aspirantes a cidadãos do céu. Igreja no mundo, mas não mundana!

ARISTÓTELES. A Política. São Paulo, SP: Martin Claret, 2007, p.62.

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